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Por dentro do Salão do Móvel de Milão 2011

2011 abril 12
por Luciana Andrade
Eram 328 expositores. Hoje, são mais de 2500. O evento mais importante do mundo do design completa meio século em excelente forma e em grande estilo, movimentando 22 pavilhões em uma área de 200 mil m², no Complexo de Exposições de Rho-Pero, em um distrito próximo de Milão.
Esta edição, que vai de hoje até 18 de abril, promete ser especial, com uma programação que inclui o evento paralelo Fuori Salone e mostras espalhadas
pela charmosa cidade, em regiões como Brera, Zona Tortona e a recente Zona Lambrate. Isso, é claro, além da Euroluce, dedicada aos lançamentos em iluminação, o Salão do Complemento e Decoração, do segmento de acessórios, o Ufficio, especializado em produtos para escritórios, e o sempre aguardado Salão Satélite, exposição de jovens designers que sempre revela talentos.
Veja a seguir o preview de algumas peças do Salão do Móvel, que apontam os vários caminhos que as tendências deverão seguir na temporada.
A sustentabilidade continuará sendo um conceito forte, presente nos materiais utilizados e na valorização da fabricação com toques artesanais.
A Hemp Chair (cadeira de cânhamo), assinada pelo designer alemão Werner Aisslinger, utiliza uma tecnologia de baixo custo em que que fibras naturais são moldadas pelo calor, utilizando uma cola especial à base de água. Ela é empilhável e será apresentada como uma alternativa às cadeiras de plástico.
A Castor, produzida pelo estúdio Big-Game para a marca japonesa Karimoku New Standard, faz parte de uma coleção de mobiliário fabricada em carvalho – e também é empilhável, para ocupar menos espaço.
Outra ideia ecológica é da Yii, uma marca de Taiwan, que convidou vários designers para criar peças inspiradas nos rituais e no cotidiano do país, utilizando técnicas artesanais. O destaque é o sofá feito com bolas de bambu, de Kevin Chou.
Também da Yii, temos a cadeira Loop Chair, by Idee Liu.
Ainda falando em bambu (será que a moda pega mesmo?), a criação de Ryan Frank, a estante Zig, é produzida a partir de módulos neste material e estará disponível em uma variedade de cores elaboradas a partir de corantes naturais. Até vazia ela é impactante.
Já a banqueta Rik, assinada por Inon Rettig, valoriza a aplicação de madeira e traz a originalidade da base transparente.
A Wood Chair, da Moroso, tem assentos pintados com uma espécie de “madeira líquida”. Ela é uma alternativa ao plástico e traz uma leitura atualíssima de materiais naturais.
Outras peças que devem se destacar são as assinadas pelos Irmãos Campana. A dupla brasileira colaborou com a manufatura africana Klein Karoo, que trabalha com couro de avestruz, e produziu para a Edra uma série de itens que vestem essa pele.
Falando nos latinos, o designer chileno Jaim Telias é o nome por trás do Alef (vaso de cerâmica suistentado por um ramo) e da estante customizável Caramelos.
Jaime Hayon assina para a Fritz Hansen o sofá Favn (abraço em dinamarquês), inspirado em uma concha – macia por dentro e rígida por fora, com formas orgânicas.
Outras peças serão o centro das atenções – e falo aqui da famosa Kartell. A marca traz seus clássicos reinterpretados por várias personalidades ligadas ao cenário do design. Vi as imagens no blog da Ouvidor Design e não resisti!
Primeiro, a Louis Ghost + Lou Lou Ghost, “Miracolo a Milano 2011″, de Antonio Marras.
Louis Ghost 50 + 2, da Accademia di Brera.
Esta é a Louis Ghost “From Milano with Love”, por Bob Wilson.
Nesta, o criador reinventa sua criatura: Philippe Starck assina a Louis Ghost “The Ghost of the Scala”.
Masters “Exercise” by Alessandro Mendini
E nem só de cadeiras vive a mostra! Veja a inovadora prateleira/estante  Bookworm, “rovesciaMI”, de Silvana Annicchiarico per Triennale Design Museum.
E agora a Bubble Club, “Madunina”, por Moschino.
Esta é a Lizz, “Milano Mobiles”, criada por Andrea Branzi.
Pop, “Meneguina”, da Etro.
Agora, olha as mesas da coleção Invisibles Light, de Tokujin Yoshioka para a Kartell, totalmente em acrílico – opa, mais transparência!
Percebi outra tendência forte: os móveis empilháveis ou dobráveis, muito práticos e antenados com a realidade de espaços cada vez mais compactos. Já mostramos alguns aqui, mas confira também essas criações a seguir.
A Piana, do britânico David Chipperfield para a Alessi, é totalmente dobrável e fabricada em polipropileno reciclado. Reparou que ela gira em torno de um único ponto, com apenas dois parafusos?
A Tip Ton, dos designers da BarberOsgerby para a Vitra, é no mesmo material e possui um trilho inferior que permite ao usuário se inclinar para a frente.
As mesas de metal Colage, de Alain Gilles para a Bonaldo, são inspiradas em memórias, particularmente as lembranças que temos de formas estranhas. Bom, por trás dessa ideia meio complicada, temos uma peça versátil que pode se transformar de acordo com o espaço.
O showroom da Moroso é outra parada obrigatória. Lá, o visitante vai encontrar a Moon Chair, do japonês Tokujin Yoshioka (ele está em todas!).
O desenho das cadeiras de PearsonLloyd é outro que me chamou a atenção. Elas foram fabricadas pela britânica Modus.
A marca De Castelli apresentará a Shrouded, uma estante que pode ser aberta com uma ligeira pressão com a mão sobre a superfície frontal. Ela tem gavetas de alturas diferentes e desalinhadas, feitas em madeira, e pode ser revestida em cobre, ferro ou latão gravado.
A Alivar vai trazer as mesas Surf, com base cromada e tampo em madeira ou acrílico, pintadas em tom sobre tom. E a cadeira Tulip foca no conforto e na ergonomia, estofada em couro ou tecido e com espuma de metal.
O designer Fabio November é outro grande nome, sempre associado à inovação em peças com um apelo lúdico e sedutor. Para a Casamania, ele fez a cadeira Strip, com uma forma orgânica que sugere uma flor ou um detalhe de vestido feminino.
Outra criação de Novembre é a estante Robox, que trabalha com a noção de módulos em tamanhos diversos e, ao mesmo tempo, remete a uma ligação entre eles para formar uma unidade. Tem um quê de Transformers e ainda ganha um coração – um disco rígido pré-digital, onde o robô guarda suas lembranças…
Gosto muito da história do vaso a seguir, o Story, produzido pelo coletivo sueco Front e o Siyazama Project, um grupo de mulhetes que trabalha com artesanato tradicional. A série de peças conta histórias de cinco mulheres que vivem em aldeias remotas da província de KwaZulu-Natal, na África do Sul.
As histórias abrangem desde assuntos delicados, como os efeitos do HIV na sua sociedade, questões de gênero, pobreza e desemprego, até impressões sobre o que elas gostariam de ter ou comprar. Os detalhes das peças são elaborados em contas de vidro enfiadas em fios – uma técnica artesanal zulu.
Os designers da La Mamba, por sua vez, assinaram estes espelhos para a Omelette, projetados para serem encostados a uma parede e apoiados sobre longas pernas tubulares com pés de cortiça.
E não deixe de prestar atenção no lindo sofá Silver Lake, da consagradíssima Patricia Urquiola para a Moroso.
As mesas Mirage, de Rajiv Saini para a Nilufar, são mais uma bela surpresa que Milão nos reserva.
Os amantes do design também deverão gostar do sofá do francês Philippe Nigro para a Ligne Roset, batizado de Entailles. Uma de suas novidades é a quase-articulação entre as estruturas, que funciona como uma mesinha de apoio para ler, escrever ou colocar uma bebida.
A peça também rompe com a imagem tradicional ao propor encostos de alturas diferentes, que transmitem uma noção de movimento com um estilo contemporâneo. Além disso, seus módulos permitem diferentes arranjos, atendendo às necessidades de versatilidade e dinamismo dos dias atuais.
Ufa, quanta novidade! Materiais naturais ou desenvolvidos com alta tecnologia, móveis customizáveis, funcionais e compactos, cores vivas, linhas simplificadas, muito conforto… E olhe que o Salão de Milão mal começou. Estamos ligados em tudo o que será apresentado e nas tendências utilizadas pelos designers mais criativos e surpreendentes do mundo!

Até o chão

2011 março 2
por Luciana Andrade

Vem chegando o carnaval e algumas pessoas ficam bem mais receptivas às cores, tocadas por uma alegria que a gente nem sabe ao certo de onde vem. Muitas vezes, só elas são capazes de expressar a alegria dessa festa. Então,  soltamos a imaginação e preparamos alguns posts que mostram como os ambientes podem ganhar personalidade com um novo colorido. Neste primeiro, vamos começar ousando no piso.

Isso aí. É uma ideia que foge do comum e pode tornar mais atrativo o ambiente mais básico. Por quê tudo precisa sempre ser cinza, branco, amadeirado? Hoje em dia, os revestimentos incorporam novas tecnologias, ganham atualidade com as tendências e permitem muito mais liberdade de brincar na decoração.

- Os ladrilhos hidráulicos trazem um ar vintage ao ambiente, com um jeito de “feito à mão”. Sua fabricação é de fato artesanal, em moldes de ferro. Eles passam cerca de oito horas debaixo d’água para a cura – daí o nome “hidráulico”. Os padrões deles já são lindos, mas também é possível misturar de vários tipos.

Via Pinterest e Gazeta RS.

- Até a madeira pode ser repaginada. Um piso desgastado pode dar lugar a uma proposta bem autêntica. A pintura parece ser fácil. E, para fazer os desenhos do amarelo, foi utilizado stencil.

Via Vila do Artesão e Kathy Peterson.

- As cores intensas marcam presença nos pisos com resina ou outros materiais. Quebra a monotonia em diversos ambientes, com destaque para a cozinha. Fico pensando: será que enjoa? O conceito é moderno e combina com uma mobília mais neutra, além de objetos de cores complementares.

Via Art Decoration, Decorar ponto com, Hus&Hem e Craftspace.

- Esse é super original. O piso foi grafitado, colorido e protegido com resina.


Via Casa e Jardim.

Claro que, na falta de tempo, dinheiro e paciência para transformar um piso, basta jogar um tapete que já funciona e traz uma corzinha. Mas é interessante saber que é possível ser diferente e explorar os elementos de sempre com outros olhares.

Subindo pelas paredes

2011 fevereiro 27
por Luciana Andrade

Eu sabia que o post abaixo não seria suficiente pra mim. Porque apenas falei de posters, mas não mostrei como eles mudam completamente a cara de uma decoração.

Imaginem essa parede branca. Seria sem graça, né?

*sépia* Antigamente, a gente gostava muito de posters. Os preferidos eram do Bon Jovi, do Axl Rose, dos Menudos, do Polegar, do New Kids on the Block ou de qualquer outra banda que usasse teclado com formato de guitarra (beleza, entreguei a idade). Nem os meninos escapavam – muitos já colaram algum do Star Wars, do Indiana Jones, cartazes de shows, fotos de surf e skate ou de filmes que a gente IMPLORAVA pro moço da locadora guardar (certo, me entreguei de novo). *fecha o sépia*

Ultimamente, temos assistido ao retorno dos posters, que conquistam de vez todos os espaços da casa. Eles são uma excelente ideia para decorar porque, entre outras coisas:

1. Costumam ser baratos e fáceis de encontrar;
2. Possibilitam uma infinidade de composições – se enjoar, basta mudar o poster de ambiente ou mesmo trocar de imagem;
3. Exigem HABILIDADE MANUAL ZERO, uma coisa essencial pelo menos para mim. Tipo, se você sabe andar pra frente, já está capacitado a pregar um poster na parede;
4. Representam qualquer estilo: clássico, vintage, moderno…

É possível utilizar um poster só, vários ou fazer uma mistura com fotografias, objetos, espelhos, cartões-postais, recortes de revista. E não precisa necessariamente pendurar na parede – você pode simplesmente encostar, apoiando no chão ou em um móvel.

Suponhamos que você não queira fazer a linha discreta e prefira ousar, encher a parede com dezenas de quadrinhos e coisinhas. Vi em vários sites um truque interessante para visualizar o resultado antes de ter um trabalhão pendurando as molduras: primeivo você recorta papel madeira ou cartolina colorida do tamanho das molduras que pretende pregar na parede. Cole as folhas com fita adesiva e simule o arranjo na parede. Outra ideia é espalhar as gravuras e fotos no chão em frente à parede e sentir se vai funcionar.

Vamos conferir alguns exemplos? Nem todos trazem posters exclusivamente, mas acho que vêm ao caso.

Esses abaixo são um bom começo. Nem parece difícil. O sofá costuma ser referência e, a partir dele, a gente trabalha com as molduras. Acho que a terceira, em preto-e-branco, ficaria muito b0nita também em uma parede de cor forte. As imagens são da Superativa, Quero Posters e Circulador.

Mais uma vez, o sofá como base para um arranjo simétrico. Quem tem TOC (oi), ficou feliz. Viu como manteve o ambiente clean? Essa imagem é do Houzz.

Este é um bom exemplo de mistura, inclusive com obras de arte. Fica bem antenado. Acho meio difícil de fazer, exige talento com as formas, mas fica como META. Também vi no Houzz.

Agora, um momento para suspirar. Do Portal Decoração, esse ambiente reúne livros e objetos. E molduras em duas cores. O fundo branco garante a harmonia. Lindo.

Nestes dois, a simplicidade grita. Claro que dá para ser aplicado à vida real. Via De Casa Nova e Style Files.

Nem o quarto escapa. Tem gente que prefere um quarto clean para descansar a vista, mas existem outros que não conseguem dormir se souberem que sobrou uma parede branca em casa e têm mania de preencher tudo. Esse também veio do Style Files. Observem que há molduras pelo chão também. E foco no mosaico de espelhos acima da cabeceira, que não tem nada a ver com o post, mas enfim, é bonito e não pude evitar.

Para quem tem a sorte de ter uma casinha com escada, eis um espaço que pode ser bem aproveitado. Como é um lugar de passagem, é possível um certo exagero. Aplicaria uma ideia parecida em um corredor. Via Circulador.

A solução abaixo é muito descolada e viável até em apês minúsculos. Tem um design inteligente e permite que se troque as imagens toda hora. (não anotei o site de onde tirei…)

Essas duas imagens mostram que adesivos e outros objetos podem interagir com os posters, deixando o ambiente ainda mais personalizado. É o melhor de tudo, saber que ninguém JAMAIS vai ter um igual ao seu. São do Portal Decoração e do Decor8.

Ok, mas vai que você tem zero orçamento, não pode comprar poster ou não gosta de posters e quer dar um UP na parede? Não tem desculpa – use capas e páginas de revista! Essa é a minha cara, sendo que eu escolheria revistas de música ou de moda. Do Achados de Decoração.

E se você adorou a ideia e quer comprar um ou vários posters já, algumas dicas de sites. Tem de tudo, de cinema, art nouveau, com frases divertidas, com fotos de cidades, reproduções de pinturas, cartazes de bandas…

Oscar no design

2011 fevereiro 27
por Luciana Andrade

Oi!

Sobrevivemos à finalização da edição 2011 do nosso Anuário de Arquitetura e Decoração de Interiores! Nem acredito, minhas costas estavam até pedindo aqueles assentos de bolinhas de madeira que os taxistas usam, de tanto cansaço. Sério. Mas posso só adiantar uma coisa? A capa vem BRILHANDO. Pronto, não entrego mais nada, em março todos saberão o resultado desse trabalho. :)

Enfim, estava aqui na expectativa da entrega do Oscar esta noite, quando vi algumas coisas que têm a ver com design.

O conceito minimalista dos posters do evento me surpreendeu. Afinal, o que esperar de um evento com tanto luxo, glamour e certos exageros? Gostei muito, especialmente dos dois primeiros, e acho fascinante quando as peças dizem tudo com tão poucos elementos.

Como o assunto são posters, vi as versões em Lego dos indicados ao Oscar. De longe meu preferido é o de Cisne Negro (Black Swan). Queria essa bonequinha, nem que para isso fosse preciso comprar um McLanche Feliz com aquele picles estranho ou algo do tipo.

Também curti o de The Kids are All Right (Minhas Mães e Meu Pai), com essa canequinha, err, desproporcional. Ficou engraçado, né. Detalhe que, no português de Portugal, o título do filme ficou ‘Os Miúdos Estão Bem’ – claro que a partir de agora só chamarei esse filme assim.

A seguir, as outras criações. Todas estão no site NextMovie.

Minha torcida está toda em Cisne Negro, A Origem, Minhas Mães e Meu Pai e A Rede Social. E a sua?

Imagem da semana – Joaquim Tenreiro

2011 fevereiro 17
por Luciana Andrade

Nossa imagem da semana no Twitter é da cadeira Três Pés, de Joaquim Tenreiro (1906-1992). Filho e neto de marceneiros, o designer e artista plástico era português de nascimento e se fixou no Brasil ainda jovem.

Conhecido como o “Pai do Móvel Moderno no Brasil”, trabalhou uma linguagem que até hoje identifica uma parcela importante do mobiliário brasileiro mundo afora: leve, com linhas e curvas simples, uma aparência formal e ao mesmo tempo despojada, elegendo a madeira como matéria-prima fundamental. Em seus trabalhos, uniu o enorme talento manual com a técnica do entalhe em madeira dos índios brasileiros.


A cadeira Três Pés (1947) confunde-se com uma obra de arte. Introduziu o jogo de claro e escuro com a mistura de madeiras encaixadas na estrutura (que não necessita de pregos), combinando tiras de jacarandá, roxinho, pau-marfim, imbuia e mogno. Brasilidade em estado puro, revelada com muita elegância. Não por acaso, nos anos 60, sua mobília era o complemento perfeito para as construções modernistas de Oscar Niemeyer e Lúcio Costa.

Impressionante como o design de Joaquim Tenreiro permanece atual. Confira algumas criações:

Qual o seu móvel preferido? Meu reino por este sofá enorme de jacarandá.

A casa é sua!

2011 fevereiro 16
por Luciana Andrade

Enfim, a Revista Ambientes chega à Internet! E não poderia haver um momento melhor para isso acontecer, já que completamos 10 anos em 2011. Um momento perfeito para novos desafios.

Para iniciar as comemorações com o pé direito, pensamos que seria muito legal chegar mais perto dos nossos leitores, conhecer vocês e, principalmente, compartilhar as informações sobre arquitetura, design e tendências que recebemos diariamente. Vocês não imaginam a infinidade de novidades interessantes que chegam em nosso email! O formato de blog serviu direitinho para esse propósito e outras várias ideias.

Desde que comecei a escrever na Revista, há mais ou menos cinco anos, tenho aprendido a importância que a arquitetura e a decoração podem ter na vida da gente, nos quesitos praticidade (fundamental em tempos tão corridos), aproveitamento de espaços (uma saga nos novos apartamentos), conforto (a gente merece!) e, claro, beleza. Ao escolher um quadro, um sofá ou um detalhe especial, você expressa seu jeito de viver, informa seus hábitos e gostos, com um estilo que é só seu. Acho que até os desleixados querem dizer alguma coisa ao mundo quando deixam as coisas espalhadas por aí. Acredito que tudo isso tenha uma grande influência em nossa qualidade de vida – e, quando entendi isso, concluí que esse assunto não é tão fútil assim.

Então, se você está mudando de casa (umas 15 amigas se identificaram agora), redecorando um cantinho ou simplesmente gosta do assunto e de coisas inspiradoras, acho que irá adorar o blog, assim como eu estou amando pesquisar novidades. Comentários e críticas são sempre bem-vindos, assim como sugestões de assuntos que desejem ver por aqui. Fiquem sempre à vontade para colaborar conosco. A casa é sua! :)

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2011 fevereiro 11
por admin

Muito mais conteúdo, muito mais interatividade, muito mais Ambientes.
BLOG Revista Ambientes – EM BREVE. Aguarde.